sexta-feira 4 de abril de 2025

Defensor Público revela informações críticas da CPRM sobre riscos de subsidência em Maceió

Nota técnica de 2022 da CPRM aponta falhas no monitoramento e aumento dos riscos para moradores atingidos pela Braskem
Reprodução

O defensor público Ricardo Melro publicou, em suas redes sociais, trechos da Nota Técnica 04/2022, elaborada pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). Vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a CPRM atua como Serviço Geológico do Brasil, sendo responsável por levantamentos geológicos, geofísicos, geoquímicos, hidrológicos e hidrogeológicos, além da gestão e divulgação de informações relacionadas a esses temas.

“Todos sabem que estamos investigando os danos na borda do mapa da Braskem. Ontem (25/02), recebi um documento oficial da CPRM, datado de 2022, com informações interessantes”, afirmou o defensor público.

Segundo Melro, o documento revela que as áreas atingidas pelos crimes cometidos pela Braskem em Maceió incluem os cinco bairros de onde mais de 60 mil moradores foram removidos. Entre os pontos mais graves, destacam-se: “A área de risco pode estar subestimada desde 2022; os impactos sociais, econômicos e psicológicos seguem sem mitigação; sem estudos precisos, a população continua exposta.”

Essas informações oficiais, que estavam mantidas em sigilo, não chegaram ao conhecimento das vítimas, da sociedade e da imprensa. No entanto, pelo que se depreende, eram de conhecimento da Prefeitura de Maceió, da Defesa Civil, dos órgãos de controle e da própria Braskem.

Outras informações que Melro compartilhou:

A área afetada apode ser maior do que a reconhecida.

Há indícios de subsidência no Flexal de Cima, Flexal de Baixo, Bom Parto e Marquês de Abrantes, fora da área oficial de risco. Isso indica que a delimitação pode estar errada.

Foram detectadas movimentações do solo além da Avenida Fernandes Lima. Se isso existia em 2022, o que piorou desde então?

O risco de colapso existe

O documento destaca que qualquer subsidência pode causar danos estruturais. O item 7.7 confirma esse perigo.

Rachaduras possivelmente ligadas ao afundamento foram identificadas. Mas a certeza depende de estudo detalhado. Quantas novas rachaduras surgiram desde então?

Falhas no monitoramento

O método utilizado, interferometria, tem limitações. Subsidências menores que 5 mm/ano podem estar sendo ignoradas.

O documento recomenda Laser Scanner e topografia detalhada, mas nada foi feito.

O desastre pode ser maior do que admitido

A área de risco pode estar subestimada desde 2022.

Os impactos sociais, econômicos e psicológicos seguem sem mitigação.

Sem estudos precisos, a população continua exposta.

Recomendações urgentes

  1. Implementar Laser Scanner e topografia detalhada.
  2. Revisar a delimitação da área de risco.
  3. Inspecionar com nova metodologia o Flexal de Cima e Flexal de Baixo.

Atenção

O mapa do documento mostra a velocidade de afundamento em 2022, não o acumulado desde 2018. Isso pode subestimar a gravidade da situação.

Vamos buscar esclarecimentos urgentes com a CPRM e a Defesa Civil para entender o cenário atual e exigir providências.

Velocidade baixa não coloca em risco as pessoas. Mas pode causar danos nos imóveis. Requer análise específica.

Ainda há muitas informações importantes nesse relatório. Se os dados já eram preocupantes há dois anos, o que pode ter acontecido até agora?

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