sexta-feira 4 de abril de 2025

Sarney defende apoio do MDB à reeleição de Lula

Primeiro presidente civil depois da ditadura militar observa que Lula fez excelentes governos e tem a maior confiança do povo brasileiro
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Por Murilo da Silva, do portal Vermelho

Em entrevista ao jornal O Globo, divulgada no último domingo (9), o ex-presidente José Sarney, de 94 anos, avaliou que seu partido, o MDB, do qual é presidente de honra, deve apoiar a reeleição de Lula ao Planalto em 2026. De acordo com Sarney, Lula “fez excelentes governos”, mas faz a atual gestão em um “tempo difícil” para todos os países.

Ao ser questionado sobre apoio nas eleições de 2026, uma vez que o MDB esteve em todas as gestões petistas, Sarney acha que o seu partido deve apoiar Lula e afirmou que o presidente “ainda é o homem que tem a maior popularidade, a maior confiança do povo brasileiro.”

Mesmo que o ex-presidente tenha sido contundente ao manifestar apoio a Lula, tanto o jornal quanto as outras mídias que repercutiram a entrevista destacaram em suas manchetes a seguinte frase: “É melhor sair muito bem do que já velho.”

Colocada nas chamadas dos textos acompanhada da sequência “diz Sarney ao responder sobre Lula”, a construção feita leva a um dúbio entendimento. Porém, na resposta, Sarney começa dizendo que só Lula pode decidir sobre se tornar candidato novamente. Já a frase que virou título dos textos foi dita pelo ex-presidente ao se referir a ele mesmo: “Quando deixei de ser candidato, muita gente no Amapá pedia que eu fosse candidato. Achei que não deveria. É melhor sair muito bem do que já velho.”

Não é de hoje que a grande mídia tenta inviabilizar Lula, dentre outras maneiras, pelo etarismo. Quando Joe Biden se retirou como candidato à reeleição nos Estados Unidos, diversos veículos brasileiros correram para imputar o mesmo caminho para o brasileiro. No entanto, Donald Trump é mais novo do que Lula apenas alguns meses, mas este fato foi omitido.

Na eleição de 2022, Sarney também apoiou Lula em uma carta aberta. O texto dizia que “o eleitor decidirá se vota pelo fim da democracia ou por sua restauração”, assim como aquele era “um voto para o destino do Brasil.”

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