
Por Geraldo de Majella*
A disputa entre os parlamentares da extrema-direita em Alagoas tem acirrado o clima político. A aliança entre o deputado federal Fábio Costa (PP), candidato à reeleição, e o vereador Leonardo Dias (PL), que pretende concorrer a deputado estadual, adiciona um novo elemento à tensão.
Por outro lado, o extremismo no plenário da Câmara de Maceió ganhou mais uma voz: o vereador e delegado Thiago Prado (PP), membro da bancada da bala, que entrou em rota de colisão com Leonardo Dias. Prado, ex-aliado de Fábio Costa, já tentou – e fracassou – eleger-se deputado estadual em 2020 e agora sinaliza sua intenção de disputar novamente em 2026.
O espetáculo grotesco desses parlamentares em busca de holofotes tende a se intensificar, com discursos inflamados e projetos de lei voltados a mobilizar, via redes sociais, seus seguidores. A disputa será pelo discurso mais radical. Temas como armamento, encarceramento de dependentes químicos – sobretudo os pobres, negros e moradores da periferia – e ataques à esquerda estarão no centro das agendas desses contendores e o combate seletivo à corrupção.

Na Assembleia Legislativa, o deputado Cabo Bebeto (PL) seguirá disputando esse nicho do extremismo. Ainda amarga a derrota de seu filho, Caio Bebeto, na última eleição para vereador em Maceió. Todos esses parlamentares têm a capital alagoana como principal base eleitoral.
Além das pautas radicais, a disputa entre eles por quem se mostra mais próximo da família Bolsonaro tem sido um elemento central na autopromoção nas redes sociais.
Resta a pergunta: haverá tantos eleitores dispostos a votar em candidaturas tão radicais em Maceió?
*É historiador e jornalista.