quinta-feira 3 de abril de 2025

Bolsonaro e a trama golpista: o dia da verdade no STF

Trata-se de um momento decisivo para a democracia brasileira, que coloca diante da Justiça aqueles que, em vez de respeitarem o resultado das urnas, buscaram subvertê-lo pela força

24 de março de 2025 7:30 por Da Redação

Foto: Divulgação

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, na manhã desta terça-feira (25), o julgamento que decidirá se o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete acusados se tornarão réus por tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Trata-se de um momento decisivo para a democracia brasileira, que coloca diante da Justiça aqueles que, em vez de respeitarem o resultado das urnas, buscaram subvertê-lo pela força.

A história republicana brasileira não registra outro episódio em que policiais e militares do alto escalão, incluindo quatro ex-ministros — Walter Braga Netto (Casa Civil), Anderson Torres (Justiça), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) — tenham sido formalmente acusados de envolvimento em uma trama golpista. O fato de que essas figuras, outrora investidas de cargos de confiança na República, agora respondem por um ataque direto à ordem constitucional, expõe a gravidade do caso.

Aliados de Bolsonaro já preveem uma derrota unânime no STF e temem que as declarações dos ministros durante o julgamento sejam amplamente exploradas nas redes sociais, minando ainda mais a imagem do ex-presidente e de seu círculo próximo. As manobras discursivas de vitimização e a retórica de perseguição política, amplamente utilizadas pela extrema direita, não serão suficientes para apagar as evidências acumuladas nos autos do processo.

Mais do que o julgamento de indivíduos, este é o julgamento da impunidade histórica que, por tantas vezes, blindou as elites políticas e militares no Brasil. A resposta do STF será um termômetro não apenas do compromisso com o Estado Democrático de Direito, mas também da capacidade das instituições de resistirem à corrosão autoritária. Que a Justiça não vacile: é seu dever punir os responsáveis por atentarem contra a democracia e garantir que o Brasil não repita os erros do passado.

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