25 de março de 2025 5:01 por Da Redação

No julgamento da denúncia contra Jair Bolsonaro e outros sete acusados no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, seguiu uma linha estratégica clara: proteger seu cliente sem abordar diretamente a tentativa de golpe de Estado. Durante a sustentação oral, o advogado Matheus Milanez, em nome de Heleno, destacou a postura do ex-ministro em 8 de janeiro, no fatídico dia dos ataques às instituições.
Milanez afirmou: “Ele [Heleno] ficou sentado, não falou uma palavra, não fez um gesto, não fez absolutamente nada. Quem participou da live falando e atuando em primeiro plano seria o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele ficou quieto.” O advogado procurou, assim, distanciar o general das acusações de envolvimento na organização criminosa, apesar das provas que sugerem a participação de Heleno nos eventos.
Esse movimento de defesa, ao evitar uma condenação direta sobre o ex-ministro, evidencia uma tentativa de salvar o cliente da responsabilidade por atos de conspiração, sem, no entanto, refutar as evidências de forma contundente. A estratégia parece indicar que, neste momento, a prioridade é afastar a culpa de Heleno, deixando de lado qualquer solidariedade entre os acusados.