quinta-feira 3 de abril de 2025

No banco dos réus: STF decide o destino de Bolsonaro e seus comparsas 

Sua participação direta no tribunal reforça a narrativa construída por seus aliados, principalmente nas redes sociais

25 de março de 2025 6:21 por Da Redação

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A presença de Jair Bolsonaro na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, dia 25 de março, gerou uma série de reações, tanto nas redes sociais quanto nos meios de comunicação. A decisão de comparecer pessoalmente ao julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023 foi vista como uma forma de demonstrar uma postura de desafio e confronto às instituições judiciais e democráticas do país.

A presença de Bolsonaro no STF foi uma tentativa de se colocar como vítima de uma perseguição política. Sua participação direta no tribunal reforça a narrativa construída por seus aliados, principalmente nas redes sociais, de que ele e seus apoiadores estão sendo injustamente atacados pelas elites políticas e judiciárias. Isso está em linha com a estratégia de mobilizar suas bases eleitorais e incitar a polarização política no país.

Nas redes sociais de extrema-direita, a ida de Bolsonaro ao STF foi amplamente divulgada e comentada como um “ato de coragem” ou uma demonstração de “honestidade”. Parlamentares ligados ao ex-presidente, como seus filhos e aliados, aproveitaram para reforçar a ideia de que ele está sendo alvo de uma tentativa de deslegitimação política.

Essa movimentação foi amplificada por um discurso de resistência às instituições, especialmente ao STF, que é frequentemente retratado como um antagonista do governo Bolsonaro pelos seus apoiadores.

Os críticos do ex-presidente nas redes sociais interpretaram a presença de Bolsonaro como um ato de exposição pública, aproveitando a transmissão ao vivo da sessão do STF pela TV Justiça para mostrar a seus seguidores que se mantém firme diante dos ministros que o estão julgando como o principal responsável pela tentativa de golpe de Estado no dia 8 de janeiro.

Naquele dia, apoiadores de Bolsonaro invadiram a sede dos Três Poderes. Antes disso, na véspera de Natal, de 2022, bolsonaristas haviam praticado atos terroristas em Brasília, incluindo a tentativa de explosão de um caminhão com combustível, que não ocorreu devido a uma falha no detonador.

O destino de Jair Bolsonaro e dos sete membros da organização criminosa coordenada pelo ex-presidente será decidido amanhã, dia 26, durante a continuidade do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão final determinará se os acusados serão formalmente processados e, caso a denúncia seja aceita, enfrentarão o devido processo judicial.

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