25 de março de 2025 6:04 por Da Redação

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta terça-feira (25), a anulação da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada durante o julgamento de questões preliminares levantadas pelas defesas de oito dos 34 denunciados por tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Bolsonaro e o general Braga Netto.
A delação de Cid foi crucial para a investigação sobre o esquema golpista envolvendo o governo Bolsonaro. Os advogados dos acusados argumentaram que Cid teria sido coagido pela Polícia Federal e pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, durante sua prisão. No entanto, a Primeira Turma, por unanimidade, seguiu o voto de Moraes, validando o acordo de colaboração. O ministro afirmou que Cid, em presença de seus advogados, confirmou a voluntariedade da delação.
Além disso, o Supremo rejeitou o pedido de impedimento de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin para julgar o caso, assim como o questionamento da competência da Primeira Turma para analisar a denúncia, em vez do Plenário do STF. A defesa também alegou cerceamento de defesa, mas o pedido foi negado.
Após a análise dessas questões preliminares, a sessão foi suspensa e será retomada nesta quarta-feira (26), quando os ministros decidirão se Bolsonaro e os outros acusados se tornarão réus no processo.