5 de abril de 2025 3:38 por Da Redação

A Associação dos Empreendedores e Vítimas da Mineração em Maceió publicou uma nota pública em defesa de seu presidente, Alexandre Sampaio, após ser acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de calúnia e difamação. A denúncia, que tramita na Justiça Federal de Maceió/AL, é resultado das ações de Sampaio na luta pelos direitos das vítimas da mineração, especialmente as afetadas pela Braskem, empresa responsável pelo maior desastre socioambiental de Maceió.
Desde a fundação da associação em 2019, Sampaio tem sido uma das principais vozes na defesa de mais de 6.000 empreendedores que ainda não tiveram seus direitos reconhecidos nos acordos firmados com a mineradora. Além disso, ele denuncia as injustiças sofridas por mais de 140 mil moradores, 15.000 trabalhadores e 7.000 estudantes expulsos de bairros em áreas de risco, sem a devida reparação.
Alexandre Sampaio tem sido ativo em diversas manifestações, incluindo audiências na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e na CPI da Braskem. Sua atuação também levou à inclusão do caso no Observatório Nacional de Grandes Tragédias, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O trabalho de Sampaio, que já concedeu mais de 300 entrevistas, tornou-se uma referência para pesquisadores, jornalistas e estudiosos, evidenciando a falha das autoridades em lidar com o impacto do desastre ambiental.
A acusação contra Sampaio surge no contexto de suas ações para responsabilizar a Braskem pelos danos causados. Nos últimos dois anos, ele e outros membros da sociedade civil tentam processar a empresa criminalmente. A queixa-crime da Associação foi rejeitada pela Justiça Federal de Alagoas e pelo TRF-5, e agora o caso está sendo apelado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A Associação defende que as acusações contra Sampaio são infundadas e decorrem exclusivamente de sua atuação como ativista e cidadão, no exercício do direito à liberdade de expressão e à fiscalização do poder público. Para a entidade, a tentativa de silenciamento do presidente é uma ameaça à liberdade de expressão e à democracia.
A nota reafirma o compromisso da Associação com a justiça ambiental e com a defesa dos direitos das vítimas, garantindo que a entidade continuará acompanhando de perto os desdobramentos do caso e não se intimidará diante das tentativas de constrangimento institucional.