5 de abril de 2025 3:39 por Da Redação

A gestão do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, tem sido marcada por promessas de modernização e inovação, mas, a realidade enfrentada pela população evidencia graves problemas estruturais que persistem sem solução efetiva. Setores essenciais, como educação, saúde, infraestrutura, transporte coletivo e assistência social, têm sido alvo de críticas constantes devido à falta de investimentos e gestão ineficiente.
Educação: precariedade e desigualdade
A promessa de melhorias na educação municipal esbarra na realidade de escolas com infraestrutura inadequada, falta de materiais básicos e carência de professores em diversas unidades. Apesar da propaganda oficial enaltecer a distribuição de kits escolares e a informatização de algumas escolas, a verdade é que muitas crianças estudam em salas quentes, sem climatização adequada, e com estruturas físicas comprometidas.
A falta de climatização nas escolas e creches municipais compromete o aprendizado, pois, as altas temperaturas dificultam a concentração dos alunos e prejudicam as condições de trabalho dos professores. Além disso, a valorização dos profissionais da educação continua sendo um desafio, com reajustes salariais insuficientes e condições precárias de trabalho.
Saúde pública: filas, falta de medicamentos e abandono
A precariedade da saúde pública tem se agravado com longas filas, desabastecimento de medicamentos essenciais e unidades de atendimento em condições precárias. Pacientes aguardam por horas — e até meses — para consultas e exames. A ineficiência da gestão e o subfinanciamento do setor resultam em um cenário de abandono, onde quem mais precisa enfrenta barreiras para acessar o direito básico à saúde.
Infraestrutura: galerias pluviais e poluição das praias
Um dos problemas mais alarmantes da gestão JHC é a situação das galerias de águas pluviais. A falta de manutenção e o descaso com a drenagem urbana têm resultado em alagamentos constantes e, pior, na contaminação das praias, um dos principais patrimônios naturais e econômicos da cidade. A poluição da orla compromete não apenas o turismo, mas, também, a qualidade de vida dos maceioenses, que veem as praias sendo interditadas devido aos altos índices de coliformes fecais.
Transporte coletivo: crise e abandono
Outro ponto crítico da administração é o sistema de transporte coletivo. A população enfrenta, diariamente, ônibus superlotados, frota envelhecida e tarifas caras. As promessas de modernização e melhorias na mobilidade urbana ainda não saíram do papel, enquanto os usuários seguem sendo prejudicados por um serviço ineficiente e de baixa qualidade. O transporte alternativo cresce, justamente, pela falta de soluções concretas por parte do poder municipal.
Assistência social: desamparo e ineficiência
A assistência social em Maceió também enfrenta graves problemas. Programas de apoio a populações vulneráveis estão sucateados, com falta de recursos e dificuldade na execução de políticas públicas eficazes. Pessoas em situação de rua, famílias em extrema pobreza e comunidades atingidas por desastres naturais recebem suporte insuficiente. Além disso, a distribuição de auxílios emergenciais e o acesso a serviços básicos, como abrigo e alimentação, são inconsistentes, deixando milhares de maceioenses em condição de extrema vulnerabilidade.
A gestão JHC
A gestão JHC, que se apresenta como inovadora, tem falhado em atender às demandas básicas da população. A educação, a saúde, a infraestrutura, o transporte coletivo e a assistência social seguem como desafios urgentes que exigem soluções reais e eficazes.
Mais do que discursos e marketing, Maceió precisa de ações concretas para garantir melhor qualidade de vida aos seus cidadãos. Caso contrário, a gestão atual será lembrada mais pelos problemas que deixou de resolver do que pelos avanços que prometeu entregar. Se não houver mudanças efetivas, a administração JHC ficará marcada mais pelas falhas e omissões do que por qualquer progresso real prometido à população.