16 de setembro de 2021 7:59 por Geraldo de Majella

Gravado entre março de 2019 a maio de 2021, o álbum Estação Utopia, do cantor e compositor Marcos Farias – título da segunda faixa –, reúne 10 canções de sua autoria, sendo Clara Água em parceria com Antonio Henrique. O artista interpreta, ainda, Onde Estará o Nosso Amor, de Chico César. Em Jardins e Quintais, música de abertura, Marcos convida para um duo a cantora alagoana Wilma Araújo.
O CD vem com a direção musical do pianista e tecladista Silvano Queiroz, que produziu 8 faixas. O produtor e guitarrista Norberto Vinhas assina a produção de duas canções, Estação Utopia, com Fernando Nunes no baixo e Tiago Rabelo na bateria, e Canto da Sereia. Já a música Há Mares, Há Lagoas, ficou sob a produção do baixista Van Silva.
Duas regravações constam no trabalho: Canto da Sereia, do álbum Em Canto, em versão acústica, e De Gamela a Maragogi, que surge sem a introdução folclórica, A Sopa, do CD O Tempo é Agora, ambas arranjadas por Norberto Vinhas. Silvano Queiroz também assina o arranjo instrumental De Gamela a Maragogi, que vem com novas levadas do baterista Allyson Paz e do baixista Luciano Vasconcelos.
Marcos Farias desenvolve a temática das canções pautada no lirismo com inspiração nas paisagens costeiras e, também, na História de Alagoas. É o caso de Há Mares, Há Lagoas, De Gamela a Maragogi e Preta. Tia Marcelina, afro-alagoana, é a personalidade homenageada na música Preta, vítima de intolerância religiosa por praticar cultos de matriz africana, episódio conhecido como Quebra de Xangô de 1912. Inquietação e perseverança decorrentes do período de pandemia e do momento político do Brasil também permeiam as letras, como são os casos de Solitude e Coragem e Estação Utopia.
“Embora o tema exija muita responsabilidade, homenagear a Tia Marcelina foi gratificante e trouxe imensa satisfação. Desde a escolha dos ritmos – o Coco e o Maracatu – até o arranjo instrumental e vocal que representasse bem a consternação pelo brutal episódio, mas sem deixar faltar a alegria peculiar da música afro-brasileira”, descreveu Marcos Farias, sobre o processo de criação de Preta.
O álbum Estação Utopia traz na capa e no encarte a exposição do trabalho artístico de nomes das artes em Alagoas. É o caso do fotógrafo Pablo De Luca e da fotógrafa Layse Farias, além da intervenção dos artistas plásticos Chico Simas, Pedro Cabral, Suel, Persivaldo Figueiroa e Agélio Novaes.
Por tudo isso, vale a pena conferir tim-tim por tim-tim do novo álbum Estação Utopia, do alagoano Marcos Farias.
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Ouça a discografia completa de Marcos Farias aqui no link
http://www.bairrosdemaceio.net/web-radio-maceio/discografia/Marcos%20Farias/