Em 1984, eu era um ponto atento entre mais de um milhão de pessoas presentes ao comício pelas Diretas Já, na Candelária, Rio de Janeiro.
Ainda lembro como a sensação era de absoluta cidadania e certeza de que teríamos de volta a construção democrática do nosso País.
Também estive na manifestação pró-democracia e contra o fascismo, pela orla de Maceió, em 2018 (foto). A sensação de cidadania foi a mesma do comício das Diretas, porém, não havia mais a certeza de então.
Foi maculada pela terrível dúvida, pelo que se desenhava do futuro retrógrado, danoso e fascista que se avizinhava.
Tenho a mesma sensação agora, se a escolha do povo brasileiro não for pela democracia que nos resta.
Esse país, e a nossa democracia, não suportarão mais 4 anos de destruições cometidas por um autocrata nazifascista doentio.
Como sempre, encontro refúgio na filosofia assertiva do cancioneiro brasileiro, nos versos do Ivan Lins, tão pertinentes agora:
“Desesperar jamais / Aprendemos muito nesses anos / Nada de correr da raia / Nada de morrer na praia / Cutucou por baixo, o de cima cai!”
No +, MÚSICABOAEMSUAVIDA!!!






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