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Política de extorsão do Parlamento enfraquece políticas públicas do Executivo

por | 24 fev, 2024

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Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação Presidência

O avanço dos parlamentares sobre o Orçamento da União, sem precedentes na história política brasileira, é configurado pelo “sequestro” do chefe da Nação pelo Legislativo, mediante pagamento de cifras bilionárias.

Essa política de extorsão ficou evidenciada na reunião da última quinta-feira (22), no Palácio do Planalto, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil), além das lideranças dos partidos que compõem a base do governo.

Sob pressão, Lula liberou R$ 20,5 bilhões de emendas de bancadas, individuais e de comissão para deputados e senadores. Assim, o chefe do Executivo fica com cada vez menos recursos para destinar às políticas públicas.

Verba supera valor destinado ao Bolsa Família

O portal ComunicaBR, do Governo Federal, disponibiliza dados que demonstram claramente as distorções entre os valores entregues aos parlamentares e o Programa Bolsa Família (PBF), que  atende a 21,06 milhões de famílias nos 5.570 municípios existentes no país e custa apenas R$ 14,45 bilhões mensais. O valor médio recebido por família é de R$ 686,10.

Em Alagoas, o PBF, segundo dados de fevereiro de 2024, beneficia 538.989 famílias com valor médio de R$ 682,85, enquanto os deputados federais e senadores aprovaram R$ 53 bilhões em emendas a serem torradas ao seu bel prazer, sem controle da União.

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