19 de fevereiro de 2025 1:19 por Da Redação

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), o JHC, enfrentou na manhã desta quarta-feira, 19, um protesto dos trabalhadores da Educação. A rede municipal de ensino parou, numa ação organizada pelo Sinteal, a entidade representativa de professores e de todos os demais funcionários da área.
Os trabalhadores se posicionaram na porta da prefeitura maceioense, no bairro de Jaraguá, num ato público cobrando reajuste de salários. Eles querem13,65% de aumento.
Atualmente, o piso salarial de professor das séries iniciais pago pela Prefeitura é de R$ 2.246,87. A jornada de trabalho é de 32 horas semanais.
Além do reajuste, a mobilização cobra pagamento das progressões atrasadas, implantação do aumento de carga horária, investimentos para recuperação da estrutura física das escolas, concurso público para cobrir a carência de profissionais, e solução imediata para a crise do transporte escolar.
Alegado que o contrato entre a prefeitura e a empresa terceirizada responsável pelo transporte escolar venceu, o prefeito JHC suspendeu o serviço, levando pais e mães de alunos da rede municipal a protestar, inclusive com o fechamento de ruas em vários bairros. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que está conduzindo dois processos – um emergencial e outro licitatório – para contratar novas empresas que atendam à demanda.

Dinheiro do Fundeb
A reivindicação dos professores por aumento de salários tem como base o incremento no repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação de Base (Fundeb), valor repassado pelo Ministério da Educação aos estados e municípios. Os municípios de Alagoas, incluindo Maceió, receberam R$ 47 milhões.
“Esse percentual nem sequer repõe as perdas acumuladas pela categoria nos últimos anos, mas é o valor que nós sabemos que é viável, e a prefeitura deveria repassar o crescimento para quem faz a educação funcionar, as trabalhadoras e trabalhadores”, disse Izael Ribeiro, presidente do Sinteal.