7 de março de 2025 6:39 por Da Redação

A gestão do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), do PL, tem sido marcada, desde 2020, pela exclusão social como princípio orientador. Em vez de atender às necessidades da população mais vulnerável, JHC tem investido no marketing político de fachada, com foco no embelezamento superficial de algumas áreas da cidade, ocultando a dura realidade: a ausência de serviços públicos essenciais para a maioria da população.
Enquanto o prefeito se utiliza da mídia para criar uma falsa impressão de progresso, a cidade segue sendo entregue a grupos privados. O povo de Maceió, em sua grande maioria pobre e dependente dos serviços municipais, vê-se cada vez mais excluído das políticas públicas que são imprescindíveis à sua sobrevivência e dignidade. A privatização de áreas estratégicas e a entrega das riquezas da cidade para interesses privados aprofundam a segregação social e a desigualdade.
Na educação, a opção do prefeito foi entregar a gestão a organizações não governamentais (ONGs), cujas orientações ideológicas atendem a interesses empresariais, em detrimento da ampliação e fortalecimento da rede pública de ensino. Ao mesmo tempo, a revisão do Plano Diretor, que deveria ser uma ferramenta de crescimento ordenado, tem sido manipulada para beneficiar a especulação imobiliária, permitindo a destruição do Litoral Norte de Maceió.
Não há como negar: essa é uma política deliberada de exclusão e de entrega das riquezas da cidade a um modelo que favorece poucos e prejudica a maioria. Maceió está sendo governada para atender aos interesses de empresas que veem a cidade como um campo fértil para lucros, enquanto o povo fica à mercê de um projeto de segregação.
O transporte coletivo é um reflexo claro dessa gestão. De péssima qualidade, o sistema é marcado pela falta de controle e pela humilhação diária dos usuários. O Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT), mais uma agência arrecadadora de multas do que um órgão regulador, parece indiferente às condições do transporte público, deixando a população à mercê da ineficiência das empresas que operam no setor.
A mineradora Braskem, por sua vez, tem se mostrado uma aliada de JHC. O silêncio do prefeito é também um sinal de influência sobre a gestão municipal, e, em nenhum momento, ele foi crítico em relação aos danos que a empresa causou ao município e à população.
Pelo contrário, a Defesa Civil tem se mostrado complacente com as ações da mineradora, que provocou o afundamento de cinco bairros da cidade. Em vez de atuar de forma firme e independente, a Defesa Civil mais parece uma extensão da Braskem, o que tem ficado evidente pelas denúncias da Defensoria Pública Estadual (DPE) e das vítimas, evidenciando a subordinação política do prefeito aos interesses da empresa.
JHC representa o modelo do político que se esforça para manter a maioria da população de Maceió confinada em guetos sociais, longe dos direitos básicos e das oportunidades que deveriam ser garantidas por um governo comprometido com o bem-estar da sua gente.