sexta-feira 4 de abril de 2025

Ato público em Maceió ‘descomemora’ golpe de 1964 e propõe restituição simbólica de mandatos cassados

Durante o ato, os manifestantes denunciaram as arbitrariedades cometidas pela ditadura militar, incluindo a cassação de mandatos parlamentares, a perseguição e tortura de opositores do regime

2 de abril de 2025 3:19 por Da Redação

Foto: Cortesia

O Comitê Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia de Alagoas realizou, nesta terça-feira (1º), um ato público em frente à Câmara Municipal de Maceió para “descomemorar” os 61 anos do golpe militar de 1964. O evento reuniu representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Docentes da Uneal (Sinduneal), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Trabalhadores do Instituto Federal de Alagoas (Sintietfal), além de militantes do Partido Comunista Revolucionário (PCR), Partido Comunista Brasileiro (PCB) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Também estiveram presentes representantes da Marcha das Mulheres e a vereadora Teca Nelma (PT).

Durante o ato, os manifestantes denunciaram as arbitrariedades cometidas pela ditadura militar, incluindo a cassação de mandatos parlamentares, a perseguição e tortura de opositores do regime, além das intervenções em sindicatos de trabalhadores urbanos e rurais e entidades estudantis.

A vereadora Teca Nelma anunciou que protocolou na Câmara Municipal um Projeto de Resolução para restituir simbolicamente os mandatos cassados do ex-prefeito de Maceió Sandoval Ferreira Caju e de cinco vereadores que perderam seus cargos entre abril de 1964 e setembro de 1969.

Foto: Cortesia

Os parlamentares atingidos pelo regime militar foram:

• Nilson Amorim de Miranda, jornalista, cassado em 3 de abril de 1964;

• Hamilton de Carvalho Moraes, Claudenor Sampaio e Jorge Lamenha Lins (Marreco), cassados em 13 de junho de 1964;

• Sebastião Teixeira Cavalcante Neto, cassado em setembro de 1969.

Segundo a vereadora, a iniciativa representa um ato de reparação histórica e reafirma o compromisso da Câmara Municipal com a democracia. “A luta pela restituição dos mandatos cassados não é apenas uma reparação a cada vereador atingido, mas também à história do Poder Legislativo municipal, que foi o primeiro dos poderes a sofrer intervenções da ditadura em Alagoas”, destacou Teca Nelma.

Foto: Cortesia
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